Sérgio Cabral

13/11/2008 - Governador respalda política de segurança nas obras do PAC

O governador Sérgio Cabral, em entrevista concedida durante a apresentação da estação do metrô Cidade Nova, reafirmou a política de segurança aplicada pelo Estado ao comentar o conflito que aconteceu entre policiais e traficantes na comunidade do Pavão-Pavãozinho, na última quarta-feira (12/11), interrompendo as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no local.

- Nossa política de segurança não vai mudar em lugar nenhum do Rio de Janeiro, seja onde tiver PAC ou não. Vamos combater a criminalidade. No PAC, pelo contrário, estamos fazendo duas ações de combate à violência. Uma é enfrentar os criminosos, a outra é levar saneamento, habitação, esgoto, luz, saúde, obras que a população tanto merece. É uma forma de violência o Estado ter ficado ausente como ficou - declarou o governador.

Sérgio Cabral informou também que ligou para os comandantes dos batalhões e para o chefe de polícia elogiando as ações na comunidade.

- A inteligência nas ações de segurança pública é item fundamental. Aliás, o secretário de Segurança é um especialista na matéria e só levou para a equipe pessoas gabaritadas na área da inteligência e da tecnologia, mas não é o suficiente. Infelizmente, no Pavão-Pavãozinho tem marginal com uma (arma) ponto 30 atirando, tem um arsenal. Não vamos enfrentar estas pessoas? Quem dera que elas entregassem as armas sem enfrentamento, mas não é caso. Vamos continuar a investir socialmente - afirmou o governador.

Questionado sobre uma possível volta da criminalidade nas comunidades após a conclusão das obras do PAC, o governador informou que a Secretaria de Segurança tem um plano estruturado desde o primeiro dia de governo e que será posto em prática até o fim do mandato.

- Temos um plano para o governo e até para o PAC. O secretário Mariano foi comigo a Medellin (Colômbia) em março de 2007, junto com governadores de outros estados. Temos um plano, só não tem mágica. Infelizmente, há um volume de armas e marginais em várias comunidades. Não é um caso localizado, são várias comunidades onde o tráfico ou a milícia estão presentes. Temos que combinar ações estratégicas com o nosso volume de efetivo. Espero que a Guarda Municipal, do governo Eduardo Paes, possa colaborar mais. Herdei uma situação e não tem mágica. O que tem é um trabalho permanente, mas vamos chegar lá - enfatizou o governador.


Fonte: Governo do Estado