projeto de lei (1.477/2004) que obriga as casas noturnas a aperfeiçoar os mecanismos de identificação dos freqüentadores foi retirado da pauta de votação da Alerj e será discutido amanhã (12/04) com empresários da noite carioca. Segundo proprietários de bares e boates, é necessária a realização de um debate com o poder público para que se encontrem soluções para a combater a violência. O encontro será realizado às 10h, na Avenida Almirante Barroso, 139, Centro. Donos de boates, bares e a família de Flávio Cremona, agredido no último sábado na boate Dito e Feito foram convidados para o debate. De acordo com o dono da boate Symbol, Sérgio Lopes, a iniciativa do deputado Paulo Melo facilita a identificação dos brigões, mas é importante que a lei atenda às sugestões dos empresários. Pela proposta, os proprietários das boates devem cadastrar os freqüentadores para, se necessário, reconhecer os baderneiros. A gravação digital dos documentos de identidade contribuirá para a elaboração de um cadastro único dos chamados "pitboys", que assim ficarão impedidos de entrar nas boates. O projeto recebeu duas emendas. Segundo as modificações, as imagens gravadas para auxiliar inquéritos policiais serão liberadas somente através de ofício assinado pelo secretário Estadual de Segurança Pública, pelo chefe da Polícia Civil ou pelo Comandante Geral da Polícia Militar. Ainda de acordo com as alterações, o equipamento deverá possibilitar o registro digital da fotografia do freqüentador e a gravação da identidade. Para Melo, há urgência da aprovação do projeto de lei em função dos últimos acontecimentos na noite do Rio. "Em uma semana duas brigas ocuparam as páginas dos jornais e assustaram os freqüentadores das boates. Alguns estabelecimentos já dispõem de listas com os nomes dos responsáveis por brigas e tumultos. No entanto, o controle ainda é feito pelo método manual, sujeito a falhas", afirma. - A violência nas casas noturnas precisa ser reprimida e punida com rigor. Não custa reafirmar que as quadrilhas de brigões são um caso de polícia. Mas a prevenção também é fundamental para diminuir os casos de pancadaria e lesões corporais. Com a identificação obrigatória dos freqüentadores, certamente os estabelecimentos poderão funcionar com mais segurança, afirma o deputado.